Destaque

10 Dicas para ajudar crianças com Autismo a passar pela puberdade…

O site Link Original, JKP lançou essa lista baseada no livro Sexualidade e Relações Educacionais, e eu achei muito bacana e quis compartilhar com vocês. A sexualidade é um tabu, mesmo nos dias de hoje com tanta informação, eu confesso que esta é uma parte da maternidade que me aflige muito com meus filhos, o típico e Dioguinho meu filho autista. A verdade é que eu gosto de pensar nos meus filhos como serem assexuados, anjinhos mesmo, alguém se identifica?hehehe…

Bom mas como isso não é possível e nós temos que encarar essa fase, vamos pegar algumas dicas e nós preparar da melhor forma possível, pois se já é difícil com informação, imagine sem!!! Vamos as dicas:

  1. Esteja Preparado. Mesmo que crianças autistas estejam com o desenvolvimento atrasado, eles irão passar pela puberdade, adolescência e tudo que se passa com todo mundo. Isso é absolutamente normal e esperado. Porém eles irão precisar de um suporte extra nestas áreas, porque a sua dificuldade de compreensão ás regras sociais e menores oportunidades de aprendizado com as outras crianças irão deixa-los em desvantagem, por isso a ajuda extra.
  2. Comece cedo. Crianças autistas podem ter uma grande dificuldade com mudanças, mesmo as menores em suas vidas. O aprendizado em geral pode ser mais lento e confuso, especialmente assunto que tenham haver com habilidades sociais. Tentar mudar as regras como: “Onde é adequado tirar a roupa”?Durante a puberdade, que já é um momento turbulento, pode causar uma confusão desnecessária. Olhe para as coisas que a criança faz hoje que podem parecer bonitinhas hoje, e pense isso estaria ok, se ele ou ela fosse um adolescente? E aí comece agora!!!
  3. Ensine aquilo que parece óbvio. A maioria das crianças aprendem (sempre de forma confusa e contraditória) informações sobre crescer, se relacionar com as pessoas, como é ser um homem ou uma mulher com os seus diferentes papéis. Pense em você quantos papéis diferentes você exerce? Crianças autistas tendem a não capitar toda esta informação, e a a informação que eles captam, tendem a ter mais dificuldade em decodificar, muitas vezes levando a experiências embaraçosas e ás vezes dolorosas. Para evitar isso, eles precisam que as coisas sejam explicadas nos mínimos detalhes de uma maneira que eles entendam. Não assuma que porque eles sabem fazer coisas a seu ver mais complexas que eles saibam coisas práticas d vida real. A prática na vida real é de suma importância.
  4. Dê a informação de forma calma e clara. Use um tom positivo. Não sobrecarregue a criança, ou adolescente com informações. Volte as informações com imagens, ou seja o que for que já funcione melhor com essa criança. Seja concreto, use terminologias corretas sem invenção de nomes, ou figuras de linguagem. Ensina a criança boas habilidades de linguagem com o correto uso da linguagem. Mas também palavras que sejam apropriadas para serem faladas com os pares, professores. Tome cuidado com as interpretações literais que essas crianças podem fazer.
  5. Não super proteja. Aíii o mais difícil hein!!! Um fato triste que as crianças com deficiências são vulneráveis a abusos. Crianças autistas podem estar mais vulneráveis ainda, porque as suas dificuldades de interpretar os motivos dos outros, um desejo de serem aceitas, a incerteza sobre o que é uma amizade sincera, e a dificuldade em contar eventos passados. Portanto é um instinto nossa natural de pais de proteger nossos filhos. Entretanto evitar tópicos delicados como tocar as suas partes íntimas do corpo, pode mostrar as crianças ou que elas não são importantes ou que é vergonhoso e é algo que não deve ser falado. Esteja ciente que ser superprotetor em relação a educação sobre sexualidade e relacionamentos deixam as crianças vulneráveis.
  6. Ensine a diferença entre público e privado. Todas as crianças precisam aprender a diferença entre o que é público e o que é privado, incluindo locais, partes do corpo, conversas, comportamentos, e informações online. Aprender esta diferença ajuda a criança a se comportar de forma apropriada e é um fator protetivo para situações de abuso. Entretanto, tome cuidado sobre regras duras e rápidas e se lembre de ensinar que regras podem mudar com o tempo e o porquê. Por exemplo, faz sentido ensinar para as crianças que sexo é um tópico privado e que eles só podem falar sobre isso com os pais, mas o que eles devem fazer se os seus pares estão conversando sobre esses assuntos na escola? Evitar estas conversas também, ou pior contar a um professor sobre o papo dos amigos pode ser mais um fator de isolamento para eles.
  7. Ensine como dizer NÃO. Enquanto seguir regras, é algo muito ensinado e valorizado para as crianças com atraso no desenvolvimento, na semana passada mesmo fiz um post sobre como ganhar controle instrucional da criança, é também importante ensinar a criança a dizer não para situações de abuso, de bullying para que ela possa se defender, e se proteger.
  8. Não faça nada por eles que eles não possam fazer de forma independente. Muitas vezes as pessoas estão tão acostumadas a tomar as decisões para as crianças com necessidades especiais, que elas começam a tomar as decisões por eles a todo momento de forma automática. Mesmo que isso seja inevitável em algumas situações, comece a preparar o ambiente para que a criança, adolescente possa ter a chance de escolher, de tomar decisões. Permita que eles tenham independências em suas atividades de vida diária, mesmo que demore mais para que completem, ou não fique tão perfeita. Envolve eles nas decisões do seu dia á dia, permita que eles experienciem situações novas, que sejam desconfortáveis.
  9. Ajude-os a desenvolver amizades. Todos os adolescentes necessitam desenvolver habilidades para entrar nas relações adultas, eles precisam praticar, e precisam de suporte para chegar lá. Entretanto pessoas no espectro autista muitas vezes gostam de passar um tempo sozinho, de evitar situações sociais. Mas não se engane, isso não significa que eles também não precisam ou não querem ter amigos, ou que eles não vivenciem a solidão. Ensine-os as habilidades sociais envolvidas nas relações sociais. Junte-os com outras crianças com interesses similares. Encontre eventos que podem ser socializadores com um foco em comum com outras pessoas. A internet pode ser também uma ótica fonte de juntar as pessoas.
  10. Ajude-os a entender eles mesmos. Desenvolver uma auto-concepção realista e saudável, significa entender sobre suas fraquezas, seus pontos fortes. Crianças autistas tem qualidades fantásticas, incluindo serem honestas, confiáveis, e ter um senso grande de justiça social. Eles precisam aprender que eles são valiosos seres humanos, com grandes contribuições para o mundo. Entretanto eles também precisam saber sobre o seu diagnóstico, suas dificuldades que virão com o diagnóstico, e que eles precisam superar estas dificuldades.Mas isso não precisa ser feito em uma única conversa difícil, mas podem ser feito de forma gradativa, desde cedo mostrando as suas diferenças. Livros de autores que são autistas são geralmente grandes dicas para as famílias e para o próprio adolescente ou adulto.

 

E aí pessoal gostaram do post de hoje? Eu confesso que escrevi esse texto, fiz essa tradução com alguns trechos que são meus, enfim essa tradução/adaptação com lágrimas nos olhos, pois para nós pais é quando passa uma novela da luta que ainda temos pela frente, ou que já passamos se o seu filho já é adolescente ou adultos. Mas como sempre digo eu não descanso um dia sem buscar saber mais, estudar, e ter informações baseadas em conhecimento, em pesquisa científica. E por isso eu busco levar todo esse conhecimento para o maior número de pessoas possível para que cada uma possa ajudar famílias, crianças e adolescentes a volta de vocês, pois a caminha é árdua.

Um grande abraço,

Até Quarta Feira que vem!!!

Michelli Freitas

Mestranda em Análise do Comportamento UNB.

PS: Lembrem-se do nosso papo na Quarta Feira que vem dia 06/12 ás 20:00 sobre alfabetização!!!Baixem o Zoom Meeting.

Destaque

Os Sete Passos Para Ganhar Controle Instrucional com a sua Criança

Olá pessoal confesso que estou em falta com vocês né?!! Mas a máquina aqui tá pifando, simmm eu mesma, alguns probleminhas de saúde e uma demanda muita grande de trabalho e estudos!!!

Mas hoje estamos aqui e vamos ao  post de hoje é de um autor que estou amando conhecer se chama Robert Scharamm, Texto Original, é uma Analista do Comportamento BCBA, autor de 2 livros, e o cara é muito bem requisitado no meio da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), e ele tem um livro que tem esse nome, junto com a super competente Megan Miller, e ameiiiii esse texto e pensei: “Cara, para que reinventar a roda, e quebrar a cabeça sendo que tem o trabalho de gente maravilhosa por aí em inglês e que eu posso trazer para vocês??” Talvez para que eu possa aparecer e dizer que é meu? Minha autoria? Não meu ego tá aqui controlado…hahahaha… Mas vamos ao que interessa?

O que fiz abaixo não foi uma tradução 100% Literal, e em alguns momentos um resumo, mas com a responsabilidade de não prejudicar o conteúdo!!!Boa Leitura!!! Vamos ao texto!!!

Quando os pais trabalham para ajudar suas crianças a superar os sintomas do autismo, muitos deles enfrentam muitos desafios em suas atividades diárias. Como um consultor que trabalha com Análise do Comportamento Aplicada, eu raramente passo um dia sem que alguém me pergunte: “Como faço minha criança _________?”Essa pergunta termina com: ficar sentada durante as refeições, não correr para a rua, usar o banheiro, ou qualquer uma das milhares de coisas que pedimos a uma criança autista para fazer, e que elas não fazem. Bom todas essas perguntas são sintomas do mesmo problema. O ponto central destes problemas é que os pais ainda não ganharam o controle instrucional sob a criança. E até que eles ganhem, a vida será seguirá sempre assim, tentando apagar os incêndios quando uma demanda é colocada.

Ganhar controle instrucional é o aspecto mais importante de qualquer intervenção para crianças autistas, e na relação com elas. Sem isso, você estará sem poderes para consistentemente ajudar a guiar a sua criança. A não ser que você seja capaz de driblar a criança a superar o seu desejo próprio e participar nas atividades de aprendizagem, de brincar que você propõe você não conseguirá ajudá-la de uma maneira efetiva. O controle instrucional pode ser pensado como uma relação de trabalho positiva. Dependendo da sua escolha para a intervenção você pode ouvir que controle instrucional como um treino de complacência, desenvolvimento de uma relação de aprendizado, ou ganhar o respeito da criança. Independente do tipo de intervenção que você usar, você não será capaz de ensinar nada se você não ganhar a disposição da criança em seguir os seus comandos.

Dependendo da versão de tipo de intervenção que você estiver seguindo, você terá algumas ideias sobre como ganhar controle instrucional da sua criança. Geralmente envolve parear você mesmo com reforçadores e gradativamente adicionar instruções pequenas e simples a brincadeira. Essas instruções geralmente são coisas que a criança já faz. Como são demandas que a criança irá seguir será fácil para você reforçar, o que tornará a atividade mais reformadora e mais divertida. Com o tempo você aumenta a dificuldade das tarefas, á medida que a criança estiver mais disposta a atender suas demandas. Para algumas crianças isso é tudo que precisa para o começo de um bom relacionamento. Entretanto a grande maioria das crianças com autismo, essa técnica por si só é insuficiente para ajudar as famílias, e profissionais que trabalham com estas crianças.

Para ajudar melhor essas famílias a desenvolverem o controle instrucional das crianças, eu comecei de forma pioneira a usar alguns métodos para resolver estes problemas. Essas orientações se tornaram uma série de 7 passos que permite aos pais a terem o ambiente como um aliado na batalha contra o autismo.

Uma vez que você tiver sistematicamente usando estes passos no ambiente da criança, você não precisará mais controlar a criança ativamente. Pois o desejo natural da sua criança será em participar e se juntar as atividades, seguir as instruções, e manter interações sociais. A criança irá ativamente engajar em tarefas mais difíceis porque você terá ganhado dela o desejo de manter uma interação com você. Será somente quando a criança manter a interação com você que você começará a ensinar fora dos limites ao que a criança já está acostumada a aprender.

Os sete passos funcionam porque eles agem como uma barreira, bloqueando a criança de ter acesso a reformadores que ela não “trabalhou” para ganhar.Isso deixa itens e atividades que agem como reforçadores só estarem disponíveis para que você usá-los aos comportamentos que você de fato quer aumentar. Entretanto a falha em aderir em pelo menos um dos 7 passos pode atrapalhar o equilíbrio e sua criança será capaz de achar um modo de evitar os benefícios do seu ensino.

  1. Mostrar a sua criança que é você que está no controle dos itens que ele quer acessar, e que é você que decide quando ele pode tê-los.
  2. Mostre a sua criança que você é uma pessoa legal. Faça cada interação que você tem com a criança. Faça cada interação uma experiência bacana, para que ele irá querer seguir suas direções para ganhar mais tempo com você e compartilhar experiências.
  3. Mostre a sua criança que você é confiável. Sempre diga o que você quer dizer, e signifique o que você quer dizer. Se você disser que a sua criança deve fazer algo, não deixe que ela acesse o reforçador, até que a demanda seja feita de maneira satisfatória. Isso inclui dar ajuda, se for necessário.
  4. Mostre a sua criança que ao seguir as direções será benéfico para a criança, para que ela obtenha aquilo que ela quer. Dê a sua criança direções fáceis sempre que possível, e depois reforce suas decisões em participar nas atividades, seguindo as crianças em experiências bacanas depois de tomar decisões apropriadas.
  5. Nos estágios iniciais de controle instrucional com a sua criança, reforce estas respostas depois de cada resposta positiva. E depois do comportamento estabelecido reduza a frequência de comportamento.
  6. Demonstre que você sabe as prioridades da criança, tão bem como você conhece as suas próprias. Saiba aquilo que ela gosta, desgosta, o que gosta mais, menos, torne as necessidades da criança a sua prioridade, inclusive aquilo que ela precisa de aprender.
  7. Mostre a sua criança que ao ignorar suas instruções ou se ela escolher comportamentos inadequados não irá resultar na aquisição do reforçador.

Bom pessoal estas são as 7 dicas, e aí você quer saber mais sobre isso??? Sobre cada uma delas, então se preparem para a nossa série especial de vídeos sobre esse assunto que começa na Segunda Feira ( 27/11)!!!

Lá no Canal do Youtube Pedagogia Estruturada!!!!

Um grande beijo!!!!

Até a próxima Quarta Feira!!!!

Michelli Freitas

Psicopedagoga / Mestranda em Análise do Comportamento UNB

 

Destaque

Seis Passos para reduzir os movimentos auto estimulatórios em Crianças com Autismo

Oi, Pessoal hoje o Post é uma tradução das minhas autoras favoritas a Mary Barbera, ela é uma BCBA-D (uma analista do Comportamento Certificada internacionalmente no Nível de Doutorado), é uma autora que fala numa linguagem simples e acessível, ela também é mãe de um Autista, hoje adulto. Pena que o livro dela e todos os materiais estão em inglês ela é dos Estados Unidos, e é minha fonte de inspiração. Ela assim como eu também é Professora de Cursos á Distância.

E ela colocou essas dicas no blog dela eu achei maravilhosas e quis organizar aqui para vocês para o Post de Hoje:

Seis Passos para Reduzir Comportamento Auto-Estimulatórios em Crianças Autistas:

  1. Sempre comece com uma  avaliação de comportamento auto-estimulatórios (bem como outros problemas de comportamento) e linguagem: Como esses comportamentos estimulatórios sem parecem? Qual é a Frequência que eles ocorrem (estime ou conte os movimentos auto estimulatórios, num intervalo curto de tempo)? Quando esse comportamento ocorre mais?Quais outros problemas de comportamento a criança apresenta? Eu também recomendo uma avaliação de Linguagem. Eu recomendo que você faça uma avaliação de comportamento verbal, como por exemplo o Vb-Mapp, do Mark Sundberg.

DICA DA MICHELLI: Eu recomendo que vocês para fazer esta contagem façam uso de Contadores e Cronômetros. Esses contadores vocês acham em lojas como: Daiso Japan, em São Paulo, e também Multicoisas, e o cronômetro em vários locais, mas você também pode usar o do celular.

2. Faça um Plano para reduzir os problemas de comportamento (incluindo comportamentos auto estimulatórios), e para aumentar as habilidades de linguagem e de aprendizagem. Se o comportamento auto estimulatório for perigoso, contate um profissional Analista do Comportamento para realizar uma avaliação completa chamada Avaliação Funcional do Comportamento (FBA) ou uma Análise Funcional.

3. Se os comportamentos auto estimulatórios forem disruptivos, mas não perigosos, faça um plano para trabalhar a linguagem e habilidades sociais e evite trabalhar direto com os Comportamentos auto estimulatórios. Ignore movimentos auto estimulatórios menores, esperando 5 segundos até que a criança esteja quieta, tenha parado, e a redirecione para outra atividade e engaje com ela na mesma.

mae-brincando-com-filho-35105

4. Quando você não tiver ninguém para engajar com a sua criança em atividades ou brincadeiras, e você estiver ocupada, pegue atividades estimulatórias e brinquedos que não sejam perigosos, e que seja apropriadas para a idade.

5. Nós podemos ás vezes tirar proveito dos comportamentos estimulatórios em nosso favor, para ensinar habilidades de linguagem, e incorporar nós mesmos em atividades divertidas com a criança. Por exemplo vamos pensar em uma criança que possui o comportamento de se rodar. Ao invés de você dizer, “Pare, Pare de rodar”, ” Você ficará tonto”, “Irá cair”. Você poderá utilizar da modelagem, você poderá colocar a criança naquelas cadeiras de escritório que rodam, e o adulto poderá controlar a quantidade que a criança irá rodar. Você se colocará na brincadeira, a tornando mais divertida.

2

6. Ensine a sua criança, a pedir por itens ou atividades que sejam similares, as suas atividades auto estimularias. Se a criança gostar de balança, então você poderá ensinar a criança o sinal (LIBRAS) para Rodar, ou dar o modelo vocal dizendo “RODAR”. Eu gosto de incorporar bolas grandes de borracha, ao balançar porque elas provém um input sensorial maior, que muitas vezes é muito reforçador. Ao sentar nestas bolas grandes, você pode utilizar esse momento para modelar palavras como por exemplo: “balançar” e outras.Menino-Praticando-Pilates-Com-Bola

A chave para parar comportamentos estimulatórios é reconhecer que você não pode, de fato simplesmente parar qualquer comportamento. Qualquer comportamento que precisa ser reduzido deve ser substituído, por um comportamento de igual  valor funcional. Eu percebi que a melhor forma de substituir estes comportamentos é ensinar a criança ou ao adolescente, a usar a linguagem e habilidades sociais para ensinar habilidades de lazer que sejam seguras e divertidas.

Bom gente é isso aí eu espero que essas dicas da Mary possam ser úteis a vocês, e ajudem você como pai, mãe, professor ou terapeuta.

Vocês viram como a Mary falou da importância da avaliação de linguagem né??? E como a estimulação da mesma é importante para o desenvolvimento de novas habilidades que irão fazer com que os comportamentos auto estimulatórios reduzam.

E para isso vamos passar a próxima semana: 02/10 á 08/10 falando sobre como avaliar uma criança com atraso no desenvolvimento na nossa semana ABA FORA DA CAIXA. E você já se Inscreveu??? É 100% Online, e 100% GRATUITO.Inscreva-se Já.

Como AVALIAR?

Gostou do texto?

Curta, Compartilhe e Comente!!!!

Beijos,

Michelli Freitas.

Psicopedagoga/ Mestranda em Ciências do Comportamento – UNB

 

 

Destaque

Por que a Análise do Comportamento precisa acompanhar as outras Ciências

Olá pessoal, mais uma Quarta Feira de posts no blog, e hoje vou fazer uma tradução com posteriormente alguns comentários, e este texto foi trazido pela Chelsea Wilhite, M.A., BCBA, ou seja uma analista do comportamento certificada pela Associação Americana de Análise do Comportamento e que fez este texto para o Blog bSci21, o texto original está aqui: texto original.

” Eu recentemente fui estudar para o exame de Certificação em Análise do Comportamento Aplicada, e foram não menos que oito fontes de pesquisa enquanto eu estava estudando e praticando para o teste. Em mais de uma dessas fontes, eu achei ideias apresentadas na Análise do Comportamento que são inconsistentes com outras áreas da Psicologia. Quando a minha edição de Julho/Agosto da Revista Americana Científica: Mind, chegou com a figura de uma criança sendo segurada por mãos adultas, com a seguinte frase: Ligados ao toque: Novas descobertas sobre os sentidos que nos ligam aos outros”,  isso me lembrou um tópico que eu tive em uma questão particular, na minha avaliação de Certificação. Uma das minhas questões foi a seguintes “Um pai, ou mãe quando usa o elogio como um reforço é por que?  1) a atenção dos pais é uma forma de reforçador natural,  ou porque 2) no passado, os pais, foram pareados com coisas como comidas e brinquedos. Essas foram todas frases parafraseadas de materiais pelos quais eu estudei, apesar de não me lembrar em qual foi.

A resposta correta de acordo com o gabarito era a opção número 2. Entretanto se você é familiarizado com a literatura da  Psicologia do Desenvolvimento e Neurociência do Comportamento, existem evidências que o contato humano, ou o toque, é uma dos primeiros estímulos de bem estar, que a pessoa entra em contato. Um pai ou mãe, ao tocar a sua criança é uma forma de atenção e certamente foi pareado com um elogio verbal vocal.

Eu argumentei que a atenção verbal vocal dos pais foi pareada com as propriedades do reforço antes de doces, travessuras e brinquedos, foram pareados com atenção verbal vocal. Então no exemplo da  pergunta e resposta citado acima, dependendo da forma como você interpretar “atenção”, a primeira opção de resposta seria a mais correta das duas.Eu me considero somente minimamente familiarizada com a literatura do  desenvolvimento e da neurociência, mas porque eu conheço algumas das pesquisas com contato humano, a minha primeira opção teria sido a resposta 1. Entretanto, tendo a questão em um exame, eu teria perdido, não porque eu estou errada, mas porque a área da Análise do Comportamento (ou nesse caso os materiais de estudo para o BCBA) não levam em conta informações de outros campos.

A disparidade é perturbadora por uma variedade de razões. Um ponto é que a ciência do comportamento não é tão efetiva como poderia ser, se nós fossemos ignorantes dos avanços científicos de outras áreas. O segundo ponto é que podemos correr o risco de fazer com os outros especialistas façam o que nós incomoda que as pessoas fora da análise do comportamento fazem conosco: digam  que o campo é antiquado e impreciso. E finalmente, eu fico imaginando com o que mais estamos errados. O que eu tenho aprendido nos meus treinamentos em análise do comportamento que está simplesmente errado?

Eu não quero sugerir a todos da nossa área que estão sendo antigos, ou não estão fazendo um esforço para acompanhar tudo; afinal de contas, avanços na ciência de todos os tipos estão caminhando cada vez mais rápido. Muitos dentro da comunidade analítico comportamental estão cientes que há muito mais fora da nossa bolha que nós precisamos saber. Todd Ward, o editor fundador do bSci21, recentemente escreveu algo sobre pesquisa em brainets (sem tradução), ou animais com seus cérebros conectados uns aos outros, e as relações entre os cérebros conectados e os comportamentos dos animais. Outro colega, Buqo de Brohavior (sem tradução), descreveu a sua experiência como um cientista comportamental, em uma conferência de Psicologia. E na edição de Julho da Revista Behavior Analysis Quartel (uma revista de Análise do Comportamento), Amber Crane escreveu sobre ansiedade, um tópico tipicamente reservado para a Psicologia Clínica.

E estas são todas notícias de  comportamentos analíticos que estão na mídia; existem vários outros exemplos de trabalhos interdisciplinares em jornais científicos. Vários outros analistas do comportamentos estão em alta velocidade no desenvolvimento de campos vizinhos. Para eles, eu digo, “Sim!Vamos continuar!… e ajudar a manter o resto de nós informados.” Para os outros, eu gostaria de encoraja-los, meus queridos cientistas comportamentais, a explorar outras áreas com ênfase na Psicologia, Sociologia, Educação, e qualquer ciência que pertença as suas especialidades.

Você acha que a Análise do Comportamento, se beneficiaria do contato com outros campos? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.”

Esse foi o texto de hoje pessoal, então o que foi falado foi a necessidade da Análise do Comportamento não se fechar para outros campos, que é necessários acompanharmos as pesquisas de outras áreas da ciência. Vamos trazer um pouquinho aqui para a nossa realidade. No tratamento de pessoas com atraso no desenvolvimento, vamos pegar o exemplo do autismo, ou uma criança com síndrome de down, essa criança na maioria das vezes é atendida por uma equipe multidisplinar, o Fonoaudiológo, Terapeuta Ocupacional, Psicólogo, Psicopedagogo. Cada um com um foco muitas vezes, e é aí que mora o problema.

Cada um desses profissionais trarão benefícios, ideias, objetivos de intervenção de acordo com a sua área de atuação, e é aí que a coisa complica. Pois os objetivos devem ser unificados, e transformados em programas de ensino com registros, com repetições, com planejamentos mais metódicos que é o que a Análise do Comportamento faz. Portanto a forma ideal ela é complicada de ser dita, pois depende de cada realidade, mas é preciso que tenhamos os objetivos únicos para a criança, e não partirmos essa criança em pedacinhos e cada profissional ver a sua parte.

Portanto, precisamos enquanto Terapeutas, Pesquisadores, estarmos atentos aos avanços e descobertas de outras áreas de tudo que concerne o nosso público de atuação, não seremos menos analistas do comportamento por isso.

Por hoje é só, você gostou deste texto? Então Curta, Comente, Compartilhe.

Ah e se você quer saber como avaliar uma criança com atraso no desenvolvimento, se inscreva na Semana ABA Fora da Caixa do dia 02/10 á 08/10, 100% Online, se inscreva no link Inscreva-se já.

Como AVALIAR?

Eu vejo vocês na próxima Quarta, até lá, ás 19:00.

Um grande abraço.

Michelli Freitas.

Psicopedagoga/Mestranda em Análise do Comportamento – UNB.

Destaque

10 Razões pelas quais seus filho merece Intervenção ABA

Olá Pessoal, mais uma Quarta Feira e hoje eu não vou fazer uma tradução literal, mas vou escrever me inspirando tirando as ideias, e sim ás vezes fazer uma tradução literal do texto: As 10 razões pelas quais crianças com autismo merecem intervenção ABA. O link do texto original é esse aqui: Texto Original.

Nós da Análise do Comportamento Aplicada, vivemos falando em como “o ABA” é melhor porque é uma ciência, é baseado em evidência científica, que existem mais de 30 anos de história, muitos estudos científicos na área. A própria palavra ciência traz um status massa não é mesmo, nós da analise do comportamento ficamos nós  sentindo cientistas não é mesmo, porque fazemos pesquisa, contribuímos com a ciência. E pra fazer pesquisa meu deussssss, tente ir numa aula de Planejamento Experimental em Ciências do Comportamento, é o terror, é um tal de manipular variável pra cá, variável pra lá… Variável dependente, independente, delineamento de pesquisa, é um inferno…Acredite, momento desabafo sentindo na pele…

porta-dos-fundos-sofrencia

Bom tudo isso é muito lindo, muito precioso no ambiente acadêmico, no seu mestrado, doutorado. Eu sei a gente ama citar estudos do JABA (É o nosso jornal científico gente, onde são publicadas as pesquisas mais TOPS). Nossa quando eu começo uma frase com: “Em um estudo publicado no JABA”…Nossa eu fico parecendo muito inteligente, culta…Meu ego vai lá em cima…Uiiiii… Mas no mundo real, lá naquele que batem a sua porta mães com filhos autistas, com síndrome de down, ou qualquer atraso no desenvolvimento que precisam de auxílio de um analista do comportamento APLICADO (por aplicado digo, alguém da Análise do Comportamento APLICADA, que entenda das coisas da prática, e não filosóficas, metodológicas, conceituais, ok?) toda essa questão da ciência, de JABA,  muitas vezes não vai fazer sentido com base no repertório comportamental daquela família, de toda a história dela e acima de tudo do desespero naquele momento em que seu filho possui um atraso de desenvolvimento gigantesco e se luta contra o tempo.

Mas então vamos lá para as 10 razões trazidas no texto da Mary Beth Walsh, na revista Pesrpective, link já coloquei lá em cima.

Vamos começar de trás pra frente, igual CQC (da época que eu via CQC), sabe? Os TOP 10…hahaha…

Razão 10 – Crianças com autismo merecem ABA porque existe mais evidência científica mostrando que ABA funciona do que qualquer outro tratamento. 

Bom eu sei que voltamos para o lance da evidência científica, mas vou te contar uma

coisa que você talvez não saiba, sabe o que os pais nos Estados Unidos mais citam como como ouviram falar de ABA? Bom através de um livro que bombou por lá de 1994 e se chama Let me hear your voice (Deixe-me ouvir sua voz) da Catherine Maurice, uma mãe de dois filhos autistas e que tiveram intervenção comportamental (ABA), e que também coincidiu com um estudo do Lovaas de 1987, e outros estudos posteriormente que mostraram a eficácia da Análise do Comportamento aplicada, para o autismo. Com esse livro foi um boom de intervenção ABA nos Estados Unidos. Só existe esse livro em inglês pelo que eu saiba, ok…A venda na Amazon.com (EUA) ou Saraiva.com.

Unknown-7

Razão 9 – Crianças com Autismo merecem ABA porque são humanas.

Antigamente lá em 1965 chegou-se a considerar que pessoas autistas não eram humanas, como doidos, esquisitos, criaturas incuráveis e por aí vai, todas aquelas ignorâncias da época, vindas da falta de conhecimento. Depois passamos para um segundo momento em que as pessoas autistas são pessoas com dons sobrenaturais, muito inteligentes, com habilidades que não são comuns, super memória, inteligência acima da média, e toda aquela fantasia, de gênio da física, e blábláblábláblá… Também outro extremo isso não é comum de acontecer crianças com estas super habilidades. Mas o que é importante que vocês entendam é que indivíduos com autismo fazem parte do espectro humano, mas possuem um cérebro diferente, que aprende, processa as informações de maneira diferente. E são capazes de aprender muitas coisas, mas não da maneira convencional como os demais, e qual a maneira mais eficaz de conduzir a aprendizagem de uma pessoa autista? Advinha???

ABA-therapy.jpg

Razão 8 – Irá ajudar seus pais a serem os melhores pais que eles podem ser

Todos nós pais queremos o melhor para nossos filhos certo? Nós queremos ajuda-los nesta caminhada louca da vida, e a gente busca o que? Oferecer as melhoras escolas, dar lazer, esportes, alimentação, amor, saúde, enfim tudo para que eles possam ser pessoas bem sucedidas, independentes, com bons empregos, e por aí vai. nós queremos que eles  atinjam seu potencial máximo, e para isso buscamos dar estas condições para que eles se desenvolvam. Mas aí que vem a pegadinha, nós precisamos ao ter o diagnóstico de um filho ter os padrões e respeitar o fornecimento de tudo isso que citei acima de acordo com o padrão meu filho é autista e tem necessidades diferentes. Mas será que não deveria ser assim com todos os nossos filhos típicos ou atípicos? Eu tenho dois filhos Diogo Filho, que além de ser autista de quase 6 anos e tem gostos e preferências diferentes do meu mais novo típico Benício que tem 3 anos. Portanto eu e meu marido buscamos oferecer a cada um deles o que cada um precisa. Diogo precisa de intervenção todos os dias á tarde, Benício precisa dormir seu soninho da tarde e eu preciso oferecer condições diferentes para que ambos possam atingir suas necessidades de maneira personalizada. E eu vejo que a visão de comportamento, de entender o comportamento humano de cada um dos meus filhos, a função do comportamento de cada um, me faz cada dia uma mãe melhor dentro do que eu posso ser, com base também no meu repertório comportamental, e minha história.

Meus dois pequenos abaixo:

Razão 7 – Irá ajuda-los a dormir toda a noite e usar o banheiro

Nós temos estudo para tantas coisas e quando a gente tem uma dificuldade e sabe que alguém já estudou, já testou com aqueles termos chatos citados lá em cima que determinada coisa deu certo para ensinar certos comportamentos, para as nossas crianças não é maravilhoso? Porque você mesmo que não faça exatamente o que foi dito no estudo, você tem um ponto de partida e pode adaptar para a realidade da sua criança, para a realidade de vocês, eu acho um máximo!!!! E estes podem ser  comportamentos problemáticos para qualquer criança e a Análise do Comportamento Aplicada é ou não linda porque um monte de gente vai lá testa um monte de coisas e traz pra gente o que deu certo!!! Problemas de dormir que nunca ouviu falar da Encantadora de Bebês com suas soluções para os bebês dormirem a noite toda? Eu tenho um mocinho típico de 3 anos que não quer sair das fraldas, disse que não cresceu hahaha… Plano Comportamental nele…Mas casa de ferreiro espeto de pau, ás vezes…Enquanto isso a fralda vai ficando!!!

Razão 6 – É a melhor defesa contra a tirania da baixa expectativa

Sabe aquelas histórias cabeludas de adultos autistas, que estão em instituições psiquiátricas, ou presos dentro de casa, toda aquela vibe negativa do autismo, e de como eles ficarão na fase adulta? Adultos que eu sei na época não tiveram a oportunidade que as nossas crianças estão tendo hoje. Nós precisamos com estes adultos criar oportunidades, arranjar o ambiente, para que eles possam desenvolver sua produtividade, seu lado com maior habilidade. Muitos tem aí os seus vinte poucos anos, ainda há também o que ser ensinado a esses meninos e meninas, novos comportamentos. Ok, eu sei que é mais difícil, mas não é impossível. Essa é a beleza da ABA á partir do momento que eu encontro as variáveis de controle de determinado comportamento eu posso planejar a mudança deste comportamento . Não tem esse mal de Gabriela, eu nasci assim, eu vivi assim, vou morrer assim, ok??

Unknown-9

Razão 5 – ABA pode ensinar as habilidades necessários para fazer amigos

Quando fazemos um plano de intervenção baseado na ABA para uma criança, nós pensamos claro nas sua capacidade de fazer amigos, ou seja o que chamamos desenvolvimento das suas habilidades sociais. E para que uma pessoa possa se socializar o que será que ela precisa aprender? Se comunicar não seria? E esse se comunicar será que seria só falar? Claro que não, nós temos hoje vários softwares, métodos, que são usados para que as crianças não vocais possam se comunicar. O mais importante não é falar, e sim se comunicar, interagir, olhando no olho, brincando junto, fazendo trocas, enfim todos os fatores que envolvem a linguagem. Então nós buscamos desenvolver essas habilidades mais primárias, para depois com essas habilidades incorporadas pelos nossos meninos e meninas possamos dar os primeiros passos rumo a interação social e assim fazer amigos. Tudo de uma menina organizada, colocando objetivos, registrando, revendo os objetivos, nada de a gente vai fazendo e ver no que dá, ok? Sem planejamento.

Razão 4 – Permite a seus pais, terapeutas, professores e até amigos, família a capitalizar seus pontos fortes e preferências 

Nós temos vários desafios ao trabalhar com os meninos e meninas autistas, será do que eles gostam? O que os motivam? E muitas vezes são tão poucas coisas que gostam, comem, que os motivam. Porque eles possuem uma restrição de repertório, eu não presto muitas vezes tanta atenção no que está a minha volta, o novo me assusta, logo acaba que o que gosto, o que me motiva é mais restrito. Mas é possível que eu possa descobrir através de procedimentos como Avaliações de Preferência a descobrir o que essa criança, adulto, adolescente mais gosta usar isso para ensinar novas habilidades, novos comportamentos e a partir daí muito provavelmente a partir do momento que o repertório dessa criança for aumentando ela irá desenvolver o gosto por mais coisas. Mas todo o nosso ensino é baseado em o que meu aluno gosta? O que o motiva? São os nossos reforçadores e eu não vejo nada de feio em ensinar usando aquilo que a gente mais gosta, para nós motivar. Já leu o post o Uso de Reforçadores na Intervenção ABA?

Razão 3 – ABA ensina os pais a como responder no momento que o comportamento ocorre

Nós pais de crianças autistas precisamos compreender das técnicas comportamentais para consequências o comportamento dos nossos filhos de forma apropriada, por isso é de suma importância que os profissionais treinem os pais de maneira adequada para que eles estejam prontos para dar consequências apropriadas para seu comportamento seja ele apropriado ou inapropriado. Quando a nossa criança faz um comportamento super adequado o que nós precisamos fazer? Consequenciar, Reforçar adequadamente, e as reforçar diferencialmente, enfim são vários detalhes que nós pais precisamos estar diariamente aprimorando na convivência com nossos filhos. Da mesma forma quando comportamentos inadequados ocorrem precisamos também saber como agir, e quando os pais começam a entender tudo isso, e saber analisar os comportamentos pela função, manipular os princípios de acordo com a sua vivência individual eles começam a ficar empoderados e ter mais qualidade de vida em suas casas, na vida em família.

Razão 2 – Os pais um dia não estarão mais aqui

Uiiii, esse foi difícil eu escrevo com lágrimas nos olhos, eu sempre quando penso no futuro, do que será?Como será? Esse é um tema que enche os olhos meus e do meu marido de água sempre que pensamos. Mas falando do ponto de vista de alguém que trabalha com análise do comportamento e como mãe, porque isso tudo se mistura e faz parte de quem eu sou, a intervenção ABA tem o objetivo sempre de levar a criança, adolescente, adulto a independência, sempre este é nosso objetivo maior. Claro que nós sabemos que nem sempre isso será possível 100%, a gente sabe. Mas a gente tenta fazer com isso seja o mais próximo de uma vida independente possível. Sempre temos isso em mente ao planejar programas de ensino, colocar objetivos de ensino, atuar em problemas de comportamento, e por aí vai.

Razão 1 – Preparar o indivíduo com autismo para ser seu melhor defensor

Eu acredito que esta razão se complementa com a de cima, porque por qualquer criança nós como pais preparamos nossos filhos para o mundo, para ser o melhor que eles puderem ser, certo? E com nossos filhos autistas não deveria ser diferente. Dentro das possibilidades deles nós precisamos ensinar para eles as habilidades necessárias mesmo que sejam mínimas para saberem se “virar”, se defender, se comunicar, conseguir realizar atividades de independência e para isso nós podemos ajuda-los a aprender e não  prejulgar simplesmente que eles não são capazes por seu diagnóstico.

Bom por hoje é isto pessoal, eu me inspirei no texto dessa mãe que citei para vocês acima, mas eu criei o meu próprio texto com a minha visão, minha experiência de mãe e profissional, eu verdadeiramente acredito ser a Intervenção ABA o melhor caminho para a intervenção de crianças com atraso no desenvolvimento não só autistas. Eu não te peço que concorde comigo, mas esta é minha visão dupla como mãe, profissional e pesquisadora (ops na verdade tripla né) hehehehe…

Bom você gostou deste post?

Então curta, compartilhe, comente…

Um grande beijo,

Até a próxima Quarta Feira ás 19:00.

 

 

 

 

Destaque

Análise do Comportamento x Psicopedagogia

Oi gente, nossa o tema hoje é difícil hein…Lasquei-me propondo esse tema hein…Mas vamos lá, arregaçar as mangas, pegar os livros e vamos colocar o cérebro para pensar. Bom primeiro eu gostaria de esclarecer que o que será dito aqui, representa a minha opinião pessoal, fruto dos meus estudos, da minha experiência como profissional, como mãe de uma criança autista. O tema é polêmico e eu pelo menos nunca vi nada sobre. E é importante dizer também que eu sou uma pessoa pragmática, que tem uma certa preguiça de excessos de teorias sem aplicabilidade prática. Esse texto poderia dar páginas e páginas, mas esse não é o propósito desse blog, escrever uma monografia, Ok? Nem fazer revisão de toda a literatura sobre ambos os temas trazidos.

Bom para começar vou te dizer já uma frase de efeito para já colocar os pingos nos ïs”

Design sem nome-5

Elas são Água e Óleo, não se misturam galera. Bom vamos falar mais sobre isso. Vamos pensar nas bases teóricas e conceitos de ambas ok?!Vamos lá, não desiste, continua aqui comigo.

Vamos pegar o conceito da Nádia Bossa no livro: A Psicopedagogia no Brasil  – As contribuições a partir da prática:

“A Psicopedagogia é tomada como um corpo de conhecimentos, construído com vistas a encontrar soluções para os problemas da aprendizagem, em uma aplicação que, além da clínica, se quer também preventiva. Área recente multidisciplinar, é eminentemente prática, sem deixar de ser, simultaneamente, campo de investigação, ainda saber científico.”

Bom conceituamos, então é um campo do saber, em nenhuma das definições eu não me recordo de que a Psicopedagogia seja vista como uma ciência como a Análise do Comportamento, mas beleza não vamos nós ater á isso que não tem relevância neste momento. Vamos pensar agora sobre as bases teóricas da Psicopedagogia, com o seu corpo teórico, e para isso vou usar a mesma obra citada acima da autora Nádia Bossa quando a autora traz que:

“…área recente de conhecimento que recorre a contribuições da Psicologia, da Psicanálise, da Pedagogia, da Filosofia, da Linguística e da Neurologia…”

Opa Agora para tudo, você ouviu Psicanálise???? Se você é analista do comportamento e está lendo este texto, você já sabe que Análise do Comportamento está numa ponta e Psicanálise em outra certo???

fr_sk

Dá uma olhadinha nessa imagem acima, de um lado temos Freud do outro temos Skinner, pais da Psicanálise e Análise do Comportamento respectivamente. Mas vamos lá para você que não conhece esses caras.  Quando falamos em Análise do Comportamento, essa ciência que busca estudar e compreender o comportamento, ela possui uma filosofia na qual ela se embase, que se chama Behavorismo Radical, o qual teve seu precursor Skinner, por isso ele é considerado o pai da Análise do Comportamento. Agora vamos pensar na Psicanálise e para isso vamos recorrer a  Blog de colegas para falar sobre isso. Conceito tirado do Blog PsicoAtivo, a qual eles já fazem a diferença entre Behavorismo e Psicanálise:

“Behavioristas dão destaque para o comportamento externo dos indivíduos e acreditam que o comportamento é uma resposta a estímulos externos. Por outro lado, a psicanálise enfatiza a centralidade da mente humana. Eles acreditam que o inconsciente tem o potencial para motivar o comportamento. Esta é a principal diferença entre Psicanálise e Behaviorismo. Este artigo tenta fornecer uma compreensão mais ampla destas duas escolas, enfatizando as diferenças.”

Claro que estes são temas muitooooo complexos, mas aqui buscamos simplificar, não para reduzir a complexidade do tema e da discussão para para alcançar nosso objetivo de falar sobre temas que muitas vezes não são falados dando um norte para que cada um caso queira possa se aprofundar.

Bom vamos voltar para a Psicopedagogia, vamos pensar agora no seu objeto de estudo, ainda com a autora Nádia Bossa, que cita Neves:

“a Psicopedagogia estuda o ato de aprender e ensinar, levando sempre em conta as realidades interna e externa da aprendizagem, tomadas em conjunto. E, mais, procurando estudar a construção do conhecimento em toda a sua complexidade, procurando colocar em pé de igualdade os aspectos cognitivos, afetivos e sociais que lhes são implícitos.”

Agora vamos a Análise do Comportamento (ABA), a qual já fiz vários post explicando sobre esse assunto, mas eu vou sintetizar algumas coisas para que possamos recapitular. Vamos conceituar ABA de acordo com o conceito de Cooper, Heron, e Heward no Livro Applied Behavior Analysis – 2 edição:

“Análise do comportamento Aplicada é uma ciência dedicada a entender e melhorar o comportamento humano.”

“Análise do Comportamento Aplicada tem como foco objetivo comportamentos que tenham relevância social; ela intervém para melhorar comportamentos sob estudo enquanto demonstra uma relação confiável entre a intervenção e a melhora no comportamento; e nela são usados métodos científicos, onde há: descrição do objetivo, quantificação, e controle experimental. Resumindo Análise do Comportamento é uma abordagem científica para descobrir como variáveis ambientais podem ter  influência em comportamento social significativo e para desenvolver tecnologia para mudança de comportamento que traga vantagens práticas para estas descobertas”.

Agora volta lá em cima relê novamente como cada uma olha para a aprendizagem, para o sujeito, mas antes vamos pensar no conceito de comportamento para que tudo possa fazer mais sentido. E quem vai conceituar pra gente? Eu que não serei né…hahaha…Vamos ao conceito de Jonhston & Pennypacker, trazido no livro Applied Behavior Analysis:

“O comportamento de um organismo é a porção de interação com o ambiente, que é caracterizada por uma mudança no espaço pelo tempo em alguma parte do organismo e que resulta numa mudança mensurável em pelo menos um aspecto do ambiente”.

“Comportamento não é uma propriedade ou atributo do organismo. Só acontece quando há uma condição interativa entre o organismo e o que o cerca, o que inclui seu próprio corpo. Isso significa que estados independentes do organismo, sejam eles reais ou hipotéticos não são eventos comportamentais, pois não há interatividade no processo. Estar ansioso ou com fome são exemplos de estados que ás vezes são confundidos com o comportamento que eles são presumíveis de explicar. Nenhuma frase específica um agente ambiental em que a fome ou ansiedade do organismo interage, portanto não é um comportamento”.

Portanto, Análise do Comportamento e Psicopedagogia têm por tudo que já foi citado acima visões completamente diferentes da educação e do processo de aprendizagem, logo terão maneiras de trabalhar totalmente distintas. Elas possuem  bases teóricas totalmente diferentes e que são não somente diferentes, mas ANTAGÔNICAS. Mas como tudo isso se encaixa aqui no nosso mundinho, em  você que é Pedagogo, Psicopedagoga, Fonoaudiológo, pai de uma criança com necessidades especiais, seja lá quem você for. Mas para falar isso vou te contar um pouquinho da minha história pessoal, é rapidinho.

Eu, tive o diagnóstico do meu filho em 2014, eu fui estudar sobre Autismo. Ao estudar sobre autismo eu fui estudar sobre o tal ABA, método ABA, Terapia ABA, enfim na época eu conhecia assim. Junto disso eu achei que eu precisava ajudar meu filho, e então pensando com meus botões e o santo do Google, achei que fazer Pós em Psicopedagogia poderia me ajudar. Sim eu fiz, foi uma pós de 18 meses, foi á distância, ok Haters??? O que pra mim não é demérito pois sou uma grande defensora do Ensino á Distância. Mas na época eu não tinha clareza do que eu precisava estudar, do que eu queria estudar, do que seria melhor pro meu filho, pois naquela época era meu único objetivo.

Depois á medida que eu fui estudando ABA, fazendo cursos, formações, e estudando a Psicopedagogia eu vi que eu não me identificava com a Psicopedagogia, que aquilo não fazia sentido pra mim, que eu não concordava com aquela forma de ver as coisas. E aí eu fui me apaixonando pela ABA, e entrei de cabeça, até entrar na Pós Graduação, e no Mestrado na UNB, e ter Análise do Comportamento na veia, Yeahhhhhh….

Agora para você que me curte meu perfil, as minhas postagens, me manda mensagens dizendo que quer seguir pelo mesmo caminho que eu, ou como fazer, o que estudar e etc. O que tenho pra te dizer é que não importa o que te falem sobre o tal do ABA, do Behavorismo Radical e etc, o que te falo é: A COISA FUNCIONA, DÁ RESULTADO, É PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIA CIENTÍFICA. O resto é como diz uma querida Professora do Mestrado é “Masturbação Intelectual”, ok? hahahaha…Mas esta é a minha opinião e  de cada vez mais pessoas, mas você tem que ir estudar, investir em conhecimento e ver o que faz sentido para você, até para criticar temos que conhecer, certo?!

Então hoje sou Behavorista Radical, Mestranda em Ciências do Comportamento, em Análise do Comportamento Aplicada, em um dos melhores programas de Pós Graduação do país, o qual tenho muito orgulho em fazer parte. Eu estudei ambos os caminhos(Psicopedagogia e Análise do Comportamento), e fez muitoooo sentido pra mim a Análise do Comportamento, não só para mim mas para as pessoas que eu convivo e que são da educação, da Psicopedagogia. Eu posso dizer que dezenas de pessoas que estão diretamente ligadas a mim, acabaram se identificando, vendo resultados, e fazendo todo sentido para elas a Análise do Comportamento, outras ainda estão um pouco relutantes….hahahaha…Mas essa é só uma questão de tempo para que o comportamento delas seja modelado hehehehe…E as contingências sejam arranjadas…Mas esses detalhes fica para outra conversa.

Bom eu vou terminar o texto de hoje com uma frase do Skinner:

Ensinar é simplesmente o arranjo de contingências de reforçamento. (Skinner, 1968, p.5)

Beijos no coração,

Até a Próxima Quarta Feira.

PS: Se você gostou deste texto acha que ele pode ser útil para alguém, então CURTA, COMPARTILHE, COMENTE, deixe sua opinião.

Destaque

Por quê esse tal de ABA é ciência?

POR QUÊ ESSE TAL DE ABAÉ CIÊNCIA?

Olá Pessoal então hoje estamos aqui em mais uma Quarta Feira, e Quarta é dia de Post no Blog. E para hoje eu quis juntar uma matéria que estou tendo no Mestrado trazendo ela para fora do ambiente acadêmico e levando para a nossa realidade seja como pai, professor, terapeuta, estudante.

Bom eu sou uma grande defensora da Análise do Comportamento Aplicada como vocês sabem, faço Mestrado nisso, e me dedico ao seu estudo já há mais de 3 anos, ainda praticamente um bebê na área hahaha…

Mas a todo momento eu corrijo as pessoas, já escrevi sobre isso em outro post Você faz ABA? eu sempre falo ABA não é MÉTODO, não façam o Skinner (pai da Análise do Comportamento) se remexer no caixão por favor… ABA é a sigla em inglês para Análise do Comportamento Aplicada, ok mas falar a sigla não adiantou muito continuei sem entender…Vamos começar daqui então, vamos conceituar o que é uma ciência?

“Ciência é uma abordagem sistemática para buscar e organizar um conhecimento sobre o mundo natural. A  ciência busca atingir a compreensão de um fenômeno através do estudo”.

Livro Applied Behavior Analysis – 2 edição – John O. Cooper, Timothy E. Heron, Wiliam L. Heward.

Portanto a ciência busca através de uma abordagem científica, ou seja através de métodos de pesquisa, responder e analisar questões determinadas, mas não usando a própria intuição, crenças, valores, mas por meio de métodos definidos, e fora de qualquer questão pessoal para prover sua própria verdade.O método científico tem como preceito básico que todas as proposições que estejam sendo estudadas que elas sejam submetidas a testes empíricos, ou seja uma idéia é estudada sob condições que admitam confirmação ou refutação.

E voltando para a Análise do Comportamento, essa é uma ciência que buscar estudar o comportamento humano socialmente relevante. Aí pode vir uma pessoa e dizer, ué então por quê estudam ratos, pombos, e etc? Sim pesquisadores analistas do comportamento fazem pesquisas com não humanos. Você já ouviu falar que remédios, cosméticos, e várias coisas são testadas em animais antes de serem testadas em humanos? Pois é faz parte do mundo da pesquisa, a pesquisa com não humanos, por uma série de razões que não vou entrar em detalhes, pois é algo que gera polêmica com quem faz pesquisas com animais. Mas esse não é o ponto do texto, ok?

Bom mas o que é importante que você saiba que quando a gente da Análise do Comportamento defende, e a grande maioria dos Neuropediatras recomendam Intervenção ABA para crianças com atraso no desenvolvimento, como por exemplo o Transtorno do espectro Autista (TEA), é porque tudo que é sugerido por está ciência foi submetido a testes empíricos, foi fruto de pesquisa científica, com um grande rigor metodológico, entende?

Vamos agora falar de algo polêmico, sabe outras  abordagens usadas para crianças com TEA, como por exemplo o SonRise, um tipo de intervenção interacionista criada lá nos EUA, pelos pais de uma criança autista como forma de tratamento para criança autista. Você entende que esse tipo de abordagem não tem pesquisas, ou pelo menos não em número suficiente que embase sua efetividade, não é ciência, não foi submetido a testes empíricos, ao rigor metodológico da abordagem científica. O mesmo ocorre com o Floortime outra abordagem usada para o tratamento de crianças autistas, mas está vai mais pela linha do desenvolvimento motor e sensorial da criança. Mas você entende que Desenvolvimento Motor e Sensorial faz parte do Desenvolvimento Infantil, logo terá que fazer parte da minha intervenção de qualquer maneira se estou trabalhando com atraso no desenvolvimento.

Mas o mais importante que eu quero que você enquanto leitor faça é pedir para quando alguém te falar de qualquer abordagem, forma de trabalho seja lá o que for, que você peça para ver os dados, as pesquisas. E quando alguém faz uma pesquisa é importante que ao relatar sua pesquisa e isso muitas vezes é feito em forma de um artigo de pesquisa o qual pode ou não ser publicado nos jornais científicos, revistas (sabe tipo a CARAS, Contigo) então, só que ao invés de fofoca tem artigos contando de pesquisas que foram realizadas. E nestas pesquisas há primeiro um resumo da pesquisa; uma introdução onde irá ocorrer a descrição do que foi investigado; o método que foi usado, e neste método há todos os detalhes da pesquisa, o que foi feito, onde, como, com quem, absolutamente tudo; depois temos a apresentação dos resultados da pesquisa; e por último uma discussão onde o autor revê a pesquisa sobre várias perspectivas, fornece explicações, conclui seu tema.

E aí a dica que eu te dou é que você não acredite no que os outros dizem, mas que você busque os dados e as pesquisas, para os que sabem inglês busquem pesquisas lá de fora dos outros países o que será que a galera está pesquisando? E quando nós da Análise do Comportamento, por exemplo fazemos um programa de intervenção para uma criança nós nos baseamos em pesquisas científicas. Alguém muito antes da gente foi lá e testou determinadas situações das mais diversas, e chegou a determinadas conclusões. Por isso Análise do comportamento pode trazer pra gente um ensino baseado em evidência científica, é a oportunidade de basear nossas práticas pedagógicas, terapêuticas, educacionais, em pesquisas com todo o rigor metodológico e científico que ela abrange. Será que isso faz sentido para você?

Por isso hoje eu gostaria de homenagear a todos os pesquisadores do nosso país que estão em milhares de universidades espalhadas pelo Brasil, um país que não incentiva a pesquisa, e esses homens e mulheres batalham e pesquisam mesmo em condições super adversas buscando a verdade com base em evidência científica. Entende por quê a análise do comportamento, o tal do ABA busca essa verdade de uma forma que para afirmar qualquer coisa nós testamos, coletamos dados e só depois afirmamos???

Então se você gostou deste texto curta, compartilhe, comente, essas informações podem ajudar a outras pessoas buscarem a verdade no conhecimento científico e evitarem serem enganadas ou ludibriadas.

Grande Beijo no coração,

Até a próxima Quarta Feira.

Michelli Freitas

Mestranda em Análise do Comportamento – UNB

 

 

 

 

Ideias Reforçadoras Direto da UCLA

Olá pessoal hoje é Quarta Feira, dia do nosso tradicional post, e hoje o Post será bem prático. É uma lista de ideias reformadoras que eu tirei de um post trazido pela Universidade da Califórnia em Los Angeles, e eu que incrementei com ideias minhas ao ler o post. Bom quem trabalha com crianças com desenvolvimento atípico sabe o quanto é difícil muitas vezes conseguir itens que despertem interesse, nas crianças, que as motivem em realizar atividades de aprendizagem então hoje eu vou te ajudar com 25 itens.

  1. Linha aérea de basquete – Coloque a criança em um cesto de roupas e pegue-a, e voe com ela pela casa, como se ela fosse um piloto, com sons e efeitos especiais. Essa só dá para fazer com os pequenos né, porque haja força!!! hehehe
  2. Ataque de Arma – Deixe a criança atirar com armas de brinquedos que saem bolinhas, ou outras coisas em você, corra da criança, deixe que ela te persiga. Pode até mesmo ser uma pistola de água para aquelas crianças que gostam de brincar com água.
  3. Rumo ao Infinito – A criança é o Buzz Lighyear. E depois de levantar a criança para cima e fazer suspense, grite: “Ao infinito” e jogue a criança em cima de uma almofada, cama, algo macio.
  4. “Eu vou comer os seus pés” – Pegue o pé da criança e coloque próximo a sua boca, crie antecipação, diga que irá comer, faça isso repetidas vezes, alterne o tom da voz, expressão corporal, gestos.
  5. Me assusta! Diga: “Faz Assim”, e faça um rugido. Quando a criança fizer, age com medo, assustado, finja desmaiar no chão, tente ações bobas, engraçadas.
  6.  Máquina de Lavar Vibradora – Quando a máquina de lavar estiver funcionando, coloque a criança em cima dela. Imite um barulho de um drone, como se a criança estivesse voando.
  7. O grande fraldão – Segure a criança, nos seus braços, e “mergulhe -a ” para frente, abaixando a criança para o chão. Deixa ela segurar bem forte em você, quanto você mergulha e puxa ela. Finja que vai deixá-la cair, agindo com uma cara assustada como se não conseguisse sugará-la.
  8. Sabão Batido – Deixe a criança decidir quem vai ficar com o spray, com o sabão batido, e brinque com ela para que ela possa te molhar com o sabão ou a algum ambiente.
  9. Caverna do dinossauro assustadora – Construa uma caverna com mesas, cobertores. Sente na caverna para fazer os programas lá, enquanto o pai, ou outra pessoa do lado de fora dá pisadas e faz barulho de dinossauro. O dinossauro começa a abrir a caverna.
  10. Espirro de confete – Coloque confete em uma vasilha rasa e espirre para cair confete por todos os lados.Um reforçador extra pode ser aspirar o confete com um aspirador, claro para aquelas crianças que não tem sensibilidade auditiva.
  11. Me Pegue – Tente guadar os brinquedos, enquanto a criança estiver puxando você pela cintura. Deixe que a criança te puxe e guia seus movimentos pela cintura.
  12. Elogio com Apito – Tente elogiar alguém com um apito na boca, o que te força a simular uma conversa com o apito, ou por exemplo uma língua de sogra, ou outra coisa que seja de pôr na boca e não faça barulho.
  13. Cadeia do Mágico – Faça uma cadeira do mágico, de lençois, e coloque eles na sua manga da roupa. Deixe a criança puxar, até que acaba, com o adulto dramatizando com a criança.
  14. Enrola  com as Mãos – Enrole suas mãos como se ela fosse uma brinquedo, brinque com elas, fazendo efeitos sonoro, depois deixe ela voar em cima da mesa, nas bochechas da criança, em câmera lenta. Enfim deixe a imaginação correr solta.
  15. Zona do Riso – Encoste a sua cabeça no estômago da criança, balançando a sua cabeça de uma menina engraçada. Ao mesmo tempo ria e grite: ” É A ZONA DO RISO”.
  16. Não vamos brincar! Quando você disser a criança vamos brincar, surpreenda ela, puxando ela pelas costas, até você pela camiseta. Faça isso algumas vezes. Geralmente a criança sorri quando você puxa ela pela camiseta. Em alguns momentos faça que vai pegar e não pegue atrase. Já pensou que ao criar essa expectativa uma criança não vocal, pode emitir algum som? Ou aumentar as palavras?
  17. Me diga o que fazer! Modele uma instrução de fazer algo engraçado, bobo, e depois obedeça o que a criança disser para você fazer. Por exemplo dê a instrução:”Fale, ande como um pato”. Quando a criança disser, ande como um pato de maneira exagerada, fazendo sons. Tente outras ações como cair, e etc.
  18. Tickets de Trem – Para uma criança que goste de trens, use um chapéu de condutor, e use tickets como fichas reforçadoras. Imprima tickets com um trem nelas. Depois você pode de fato inventar uma caixa de papel de trem onde ela poderá depois de fazer a atividade dar uma volta.
  19. Acorda!!! Finja dormir no colo da criança, ronque, faça barulhos. E depois acorde e repente fazendo barulho de sino.
  20. Palhaço Emocional – Aja de maneira boba, exagerando as emoções, como por exemplo quando estiver triste, jogue água no seu rosto para parecer lágrimas, ou quando estiver feliz cante e dance uma música.
  21. Chuva de Papel no Copo – Faça buracos em um copo de papelão, plástico, . Depois sente o pai, ou a mãe em uma cadeira e jogue  um pouquinho de água no copo, advinha vai molhar quem?
  22. Mantenha meus braços para baixo – Coloque um dos seus braços pra cima, e quando a criança puxar para baixo faça um barulho como se tivesse rangendo, e levante o outro braço. Se a criança tentar abaixar os dois, levante os pés.
  23. Spray de caixa de leite! Faça buracos na caixa de leite, e coloque água dentro, até que forme uma chuva.
  24. Onde está a minha mão! Diga “Mostra o 5” mas deixa escorregar a sua mão, e peça a criança para te ajudar a achar sua mão, e aí você começa a perder a outra mão, deixando-a escorregar.
  25. Pra cima!!! Jogue o balão para cima, e coopere com a criança para que o balão se mantenha em cima.

 

Bom pessoal estas foram as dicas de hoje, como vocês viram brincadeiras mais corporais, de interação são ótimas para estabelecer o primeiro contato com a criança, fazer o vínculo, fazer o que chamamos de “pairing” parear você enquanto terapeuta, professor com atividades legais, com coisas prazeirosas. Para só depois pensar em demandas. Até mesmo para começar um processo de avaliação é necessário esse procedimento, para só depois querer avaliar e dar algum tipo de demanda!!!

Bom pessoal ABA é muito mais que treino de mesinha, e com certeza não preza de nenhuma maneira em usar procedimentos aversivos, nem punitivos, nem muito menos serem rígidos e ríspidos com a criança. Muito pelo contrário trabalhamos sempre com reforços, itens e atividades que motivem a criança a aprender e a querer estar conosco em um momento de aprendizado.

Ah e para fechar o Post temos novidades: INSCRIÇÕES VB-MAPP E ABA É PRA MIM? ABERTAS!!!  Acesse Agora

Grande Abraço,

Michelli Freitas.

Psicopedagoga/Mestranda em Ciências do Comportamento – UNB

Eu identifico Saturno, mas não consigo escovar os dentes…

Olá pessoal, estamos aí a 15 dias sem texto, devido a Semana ABA FORA DA CAIXA, e o texto de hoje eu escrevo com muito carinho para vocês, e é sobre um tema de grande relevância no mundo das crianças com necessidades especiais. Esse tema é uma análise de um artigo científico, muito famoso no meio da Análise do Comportamento, esse texto só tem em inglês para quem quiser ler aqui está, se chama Eu posso identificar Saturno, mas não posso escovar meus dentes: O que acontece quando o foco curricular dos alunos com habilidades severas muda: Artigo Original.

Bom e o tema trazido é sobre o que deve conter um  currículo de ensino para uma criança com déficit intelectual, devemos priorizar um currículo baseado em habilidades funcionais, ou um currículo pensando nos parâmetros acadêmicos da turma em que a criança está inserida?

Escola-educacao

Vamos começar então entendendo o que é um currículo funcional, e por definição utilizada em Snell & Brown, 2006; Westling & Fox, 2004, é um currículo em que o foco é em melhorar as habilidades atuais e futuras de vida funcional. Já o currículo baseado na série padrão, tem o objetivo de atender as necessidades da série em que aluno está, que pode lidar ou não com questões de independência funcional. E aí por qual caminho seguir?

Bom antes que cheguemos a uma conclusão, vamos primeiro pensar em algumas pesquisas na área no que diz respeito aos currículos baseados nas séries padrão. E nesse ponto eu quero te contar que existem várias pesquisas que nós mostram que os alunos que déficits cognitivos severos conseguem aprender habilidades acadêmicas, vou citar para vocês as áreas e os estudos para que vocês possam pesquisas depois, toda a literatura em inglês: em leitura (Browder,Wakeman, Spooner, Ahlgrim-Delzell, &Algozzine, 2006); Matemática ( Browder, Spooner & Browder, 2007); Ciências (Courtade, Spooner & Browder, 2007). Portanto, diversos tem sido os resultados positivos em pesquisa científica que mostram como tem sido possível ensinar para estas crianças habilidades acadêmicas, até mesmo complexas como em um estudo de Jimenez, Browder e Courtade (2008) em que foi ensinado a alunos do ensino medo com  déficit intelectual moderado, como resolver equações de álgebra.  Bom então já vimos como demonstram as pesquisas que é possível que esse alunos aprendam, mas a pergunta é: Essas habilidades serão úteis para que eles se tornem mais independentes e tenham sucesso nas suas vidas?

disability-480x270-myths-CU080813_bkf02.jpg

Vamos pensar agora em nós “neurotipícos” quantas coisas aprendemos na escola que não usamos para absolutamente nada. Quanto tempo e energia em coisas, que muitas vezes não eram da nossa área de interesse, e que poderíamos ter usado para assuntos de interesse que nós beneficiariam muito mais. Bom hoje temos aí as mudanças na Base Curricular que tem justamente este olhar, em priorizarmos aquilo que temos maior afinidade. Eu por exemplo sofria horrores com Física, Matemática, Química, coisas que eu na área de humanas não utilizo. Bom mas enfim vamos voltar ao nosso foco dos nossos meninos e meninas com deficiência intelectual.

Bom vamos pensar agora em um currículo funcional, quais habilidades deve este currículo privilegiar? Vamos pensar com um olhar funcional, do que precisamos ensinar para que esse futuro adulto se torne o mais independente possível? Bom existe uma galera por aí que estuda, justamente isso, busca fazer esse levantamento de habilidades que necessitam ser ensinadas. Existem inclusive Protocolos de Avaliação que fazem o levantamento das habilidades como a AFLS, já falei dela aqui em outro Post Avaliações dentro da Análise do Comportamento Aplicada.

Bom mas vamos listas aqui algumas habilidades para que possamos pensar e refletir:

  1. Habilidades de Consumo – ou seja fazer uso do dinheiro, comprar coisas, passar cartão, usar um caixa eletrônico, enfim tudo que diz respeito a uso do dinheiro. Você sabia que existem estudos em todos estas áreas? Existem pesquisas aí desde mais ou menos 1988.
  2. Habilidades na Comunidade – pesquisas demonstram o ensino de habilidades vocacionais, de vida independente, como por exemplo atravessar a rua.
  3. Habilidades Domésticas e de Auto-Ajuda – preparar sua própria comida, lavar á roupa, se vestir de maneira apropriada, todas estas são habilidades importantes.

É importante que ao se pensar em um currículo, possa se fazer sempre uma conexão entre a vivência entre o que será relevante para a vida prática da criança com o que é ensinado em contexto pedagógico. A frase que dá início a este texto é de uma mãe em uma reunião de Plano de Ensino Individualizado (lembrando este artigo que estou falando com vocês é dos Estados Unidos, então com um sistema educacional diferente), e essa mãe disse exatamente isso que o filho identificava Saturno, mas não conseguia pedir algo que queria, se limpar ao ir ao banheiro.

Bom então um reflexão do que estamos fazendo, esperando, ensinando aos meninos e meninas com déficit intelectual se faz de extrema necessidade.  Portanto, é preciso que elaboremos um Currículo que seja significativo ao aluno, que seja individualizado, para a necessidade de cada aluno, e quando digo aqui aluno, estou falando de habilidades só dentro da escola? Nãoooo…digo habilidades que serão os objetivos de ensino em todos os momentos da vida desta criança, que precisará de ensino intensivo, e estes deverão serem os objetivos em todas as intervenções pois o currículo é da criança, não é específico ou não deveria ser objetivos específicos de cada terapeuta. Mas aí já é assunto para outra discussão, ok?!!

Grande Abraço,

Michelli Freitas.

Mestranda em Ciências do Comportamento – UNB

 

 

 

 

 

 

Avaliações dentro da Análise do Comportamento Aplicada

Olá pessoal, no texto de hoje eu gostaria de falar com vocês sobre o processo de avaliação dentro da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), bom avaliar uma criança, adolescente, fazer um levantamento de todas as suas habilidades é de suma importância. É a base de um processo de intervenção, de estimulação adequado. Afinal se eu não sei qual caminho seguir na rota de estimulação, qualquer caminho serve não é mesmo?! Nós muitas vezes vamos por rumo, pelo que parece ser mais crítico ,aquilo que está gritando  nas habilidades que a criança não possui. Porém seguindo por essa rota eu corro dois riscos majoritariamente:

-Ensinar algo que a criança já sabe ou Querer ensinar o que ela não tem pré requisito para aprender.

Lost-Alice

Bom mas aí vem uma galera muito massa da Análise do Comportamento, que ficou anos fazendo pesquisa, e buscando fazer um levantamento das habilidades mais importantes que precisam ser avaliadas, buscando saber o que vem antes, o que vem depois e por aí vai para poder nos ajudar, e para que nós possamos ajudar nossas crianças.E eu realmente sou apaixonada nesses instrumentos que facilitam a nossa vida, fazem com que a gente possa poupar tempo, afinal para que ficar inventando a roda que já está rodando legal, não é mesmo???

wheel

Então vamos aos protocolos, aqui falaremos  dos protocolos de avaliações, um levantamento breve do que existe na área, claro não vamos falar de todos, mas os principais:

  1. Vb-Mapp – É uma avaliação do BCBA- D Mark Sundberg , é a Avaliação de Comportamento Verbal, que possui 5 componentes: Avaliação de Marcos que busca fazer um levantamento de Habilidades de Linguagem e de comportamentos que influenciam a linguagem ou são influenciados por ela, são aproximadamente 170 habilidades avaliadas, somente dentro da Avaliação de Marcos. Além disso temos a Avaliação de Barreiras que busca identificar quais as barreiras dentre  as 24 mais comuns que estão prejudicando o desenvolvimento desta criança. Temos a Avaliação de Transição, uma avaliação com o foco de decidir qual o ambiente de aprendizagem mais apropriado para esta criança. Temos também a chamada Task Analysis (Análise de Tarefas) que divide uma habilidade maior em pequenos pedaços para que possamos ensinar do mais fácil ao mais difícil. E também, uma parte sobre o Plano de Ensino Individualizado, o que eu devo ensinar com base em cada nível que a criança estiver. Dá uma olhadinha nesse vídeo aqui que eu te explico mais sobre o Vb-Mapp Assista ao Vídeo. 
  2. ABBLS –  A ABBLS é uma Avaliação do BCBA-D James Parttignton, é uma Avaliação semelhante ao Vb-Mapp, é a Avaliação de habilidades básicas de linguagem e de aprendizado. Aqui nessa avaliação de aprendizado eu vou parar e falar um pouquinho disso fazendo um parêntesis: Muitas vezes as nossas crianças com atraso no desenvolvimento não estão prontas para aprender sabia? Não tem pré-requisitos nem para aprenderam, nem param sentadas numa cadeira, não olham para um adulto, e aí como eu vou ensinar qualquer coisa para uma criança assim? Então eu preciso dar alguns passos atrás e voltar para ensinar as danadas das habilidades pré requisitos para depois seguir. Bom agora voltando a ABBLS, é uma avaliação que avalia 544 habilidades, em 25 áreas diferentes.  Ela avalia muitas habilidades que são as mesmas do Vb-Mapp, mas ela avalia habilidades a mais, e ela “quebra”  uma habilidade maior em pequenos pedaços para que possamos identificar em qual parte a criança começa a falhar.
  3. AFFLS – É uma avaliação que também é do Dr. James Parttington e que busca avaliar habilidades de vida funcional, compreende 5 cadernos dentre os quais são avaliadas diversas áreas que tem haver com a independência da criança e adolescente.Screen Shot 2017-10-04 at 10.27.23Screen Shot 2017-10-04 at 10.25.39

4. PEAK RELATIONAL SYSTEM –   é uma ferramenta de avaliação e um currículo guia para ensinar habilidades básicas e avançadas de linguagem numa perspectiva analitíco comportamental.PEAK contém 4 livros separados, com 4 módulos separados se referindo a 4 dimensões do Comportamento.

  • Treino Direto– são as habilidades bases da linguagem: Contato Visual, Pedir itens, perguntar com perguntas usando: ”O que”,”Quando”,”Onde”, habilidades sociais básicas.
  • Generalização– É um tipo de habilidade muito comum nos programas de ensino, fazer com que as crianças levem os conceitos básicos aprendidos para diversos lugares, pessoas, e diferentes estímulos.Esse módulo foi feito para construir as habilidades de generalização, reduzir ou eliminar cenários de aprendizado memorizados.
  • Equivalência– Foi feito para ensinar formação de conceitos e comportamento perceptual. Esse módulo explora experiências multisensoriais que ocorrem quando experienciamos o mundo ao redor de nós. É um ótimo módulo para reduzir problemas de compreensão de texto.
  • Transformação– criado para ensinar conceitos abstratos de igual, diferente, opostos, comprações, hierarquias, tomar perspectiva. É um módulo que começa de forma básica, como pareamento de formas, e vai para conceitos mais abstratos e lógicos.

5. Temos também protocolos de Habilidades Sociais – Fazer levantamento mais especificamente de habilidades socais é de suma importância , para que possamos ter clareza do que ensinar e em que momento ensinar. Existem vários, publicados nos EUA, no Brasil não temos essas ferramentas, mas nós da Análise do Comportamento, eu pelo menos hehehe, usamos esses protocolos já que conforme já disse para que inventar a roda, certo? Bom dentre os da Habilidades Sociais vou citar aqui para vocês o Social Savvy. Que avalia as habilidades citadas abaixo:

Screen Shot 2017-10-04 at 10.37.09

Além destes protocolos mais complexos, que muitas vezes também são currículos de intervenção, temos algumas entrevistas, escalas, avaliações mais curtas com os mais diversos objetivos dentre eles: identificar comportamentos problemas, identificar reforçadores e por aí vai, vou citar alguns aqui para vocês:

  1. FAI – Entrevista de Análise Funcional com o foco nos professores, ou seja um instrumento para tratar dos comportamentos problemas, que direciona o professor a responder perguntas voltadas para a identificação de comportamentos problema.Só tem em inglês.
  2. FAOF – Avaliação Funcional de Observação Formal – que te dá um guia do que observar e como observar os comportamentos..Só tem em inglês.
  3. FAST – Ferramento de Avaliação Funcional – elaborada para identificar o número de fatores que podem estar contribuindo para a ocorrência de comportamentos problema.Só tem em inglês.
  4. MAS – Escala de Avaliação de Motivação – É um questionário para nos ajudar a identificar situações em que a criança, o aluno, ou adolescente se comporta de determinada maneira. E com essa informação começamos a ter clareza sobre a seleção de comportamentos que possam substituir determinado comportamento.Só tem em inglês.
  5. RAISD -Avaliação de Reformadores para indivíduos com Atraso Severo –  O propósito dessa avaliação é estruturar uma entrevista para que possamos extrair a informações mais acuradas das possibilidades de objetos, comidas, situações, ações que sejam reformadoras para a criança.Só tem em inglês.

Gente isso é ou não é um máximo, nós dá segurança para trabalhar, de que estamos trabalhando com base em conhecimento científico pois todas estas avaliações foram frutos de muitas pesquisas, não foram simplesmente inventadas. Além de tudo isso facilitar extremamente o nosso trabalho.

Hammy-hammy-15327314-338-253

Bom mas se você está desanimado porque parece muitaaaa coisa, muita informação, é tudo em inglês, não de desanime, siga assistindo a nossa semana ABA FORA DA CAIXA, pois no dia 09/10 teremos uma grande surpresa que pode te ajudar bastante!!!!

edf3813c60e0bc3e2c9bcfe66199a736.jpg

Assistas nossas aulas gratuitas até 08/10 ás 23:59 Assista Agora.

Um grande abraço,

Até a próxima semana!!

Michelli Freitas.

Psicopedagoga/Mestranda em Ciências do Comportamento – UNB.

Como conseguir que as pessoas ajam como Analistas do Comportamento?

Olá Pessoal, hoje não serei eu quem irei escrever, eu farei uma tradução de um texto que está no site bSci21…Tem muita coisa bacana que sei que está inacessível para as pessoas por causa do idioma. Então aqui vai para vocês um texto muito bacana sobre o pensar da Análise do Comportamento. O texto é de Scott Herbs PHD, e é um escritor contribuinte deste site bSci21:

“Quando eu descobri Análise do Comportamento, eu estava muito empolgado. Eu recontava a história em todos os locais, mas basicamente eu estava entusiasmado que esse grupo de pessoas que eram totalmente articulados em sistemas de pesquisa em todas aquelas coisas que eu pensava sobre. Eu comecei a contar  para minha família, meus amigos tudo o que eu estava aprendendo, e como era maravilhoso, e tentando coloca-lós á bordo com a minha nova maneira de falar, de olhar o mundo. Mas não funcionou. Amigos brigavam comigo e parentes diziam: “Ah que legal”(de uma maneira que parecia mais: “Ah que bonitinho”). Então eu cansado de ser incompreendido, e sem estar muito feliz com a minha vida, transferi o curso que eu fazia que era meio período em integral na Universidade de Nevada, para que eu pudesse estar com pessoas que me compreendiam.E juntos nós conspirávamos em como fazer os outros nós compreender, e reclamávamos que eles não nós entendiam.

Sob esse olhar, aquelas conversas ainda ocorriam. O que podemos fazer para fazer os outros nós compreenderem, e não é terrível que eles não compreendam? Mas eu parei de participar, e tem algumas razões para isso. Primeiro, eu não acho que isso não irá funcionar. Explicar sem apontar meus pensamentos e sentimentos como causa, eu diria: “Meu comportamento foi colocado em  extinção”. Segundo, é que eu estou menos convicto de que o que importa é de fato que as pessoas vejam ou não as coisas. Por exemplo: um engenheiro tem uma visão do mundo muito diferente de mim, e eu não tenho dúvidas que quando ele olha para o mundo e as pessoas nele, ele tem um modo de entender as coisas que eu mal poderia compreender.

Entretanto não ter entendimento sobre estas coisas, não me impede de usar as coisas maravilhosas criadas pelos engenheiros. Na verdade eles fizeram um trabalho maravilhoso em construí-lo para que uma pessoa sem qualquer entendimento da ciência por trás possa usar efetivamente. Assim sou capaz de digitar e milagrosamente tudo aparece na tela. Não há nenhuma conexão mecânica entre o teclado. Eu estou usando a tela e as palavras aparecem. Maravilhoso!!!

Graças aos inventores e engenheiros que fizeram isso possível, eles não pensaram que seria importante que eu visse as coisas bem antes de serem construídas, que me permitissem fazer isso. Eles só estavam interessados em fazer a tecnologia acessível para que eu pudesse fazer aquilo que eu quisesse. Eu acho que nós poderíamos provavelmente aprender uma lição com eles. Com isso em mente, aqui estão algumas práticas que eu penso que poderiam fazer a diferença em fazer as pessoas adotarem práticas e começar a aplicar isso para a solução de alguns problemas do mundo.

Planeje o uso da linguagem – Eu penso que se eu não fosse um analista do comportamento, e eu ficasse ouvindo um monte de analistas do comportamento conversar, Eu pensaria: “Que monte de estranhos”. Do lado de fora, nós falamos coisas muito estranhas, de forma muito complicada. Eu estava conversando com uma amiga um dias desses e ela disse: “Meu cachorro pulou na mesa para ter acesso á um comestível”. Esse é um modo interessante e complicado de dizer: “ele pegou a comida”.E para um não analista do comportamento (quase todo mundo), é uma forma muito confusa de dizer. as coisas Nós usamos uma linguagem que é confusa á pessoas, e eu penso que eles se sentem “burros” perto de nós,  o que afasta as pessoas. E nós deveríamos procurar fazer com que as pessoas se sentam espertas perto de nós.

Uma coisa que faço em treinamentos é: quando eu falo sobre reforço positivo e negativo, eu digo “vamos deixar esses termos de lado”. Eles me confundem de vez em quando. Então ao invés de falar sobre reforço positivo e negativo, nós vamos falar sobre porque fazemos as coisas em termos de conseguir algo, ou nós livramos de algo, ou prevenirmos algo. O que acontece quando faço isso é que eu consigo que as pessoas embarquem comigo, e comecem a olhar para as consequências quem mantém o comportamento, Eles começam a se divertir fazendo isso.E aí eles começam a ficar mais interessados em dar o próximo passo e começam a aprender os termos técnicos.

Validar outras perspectivas – Isso é algo a que somos resistentes., porque o natural para nós quando temos acesso a um sistema  de pensamento tão poderoso e útil, é  pensarmos que estamos certos. E aí chega alguém que tem um modo diferente de olhar e é muito fácil começarmos a argumentar  quem está certo. E eu não quero entrar nessa de: “por que isso acontece?”, mas há uma tendência natural e humana, de ver que o “meu ponto de vista” no modo como eu sou, e aí nós sentimos ameaçados por pontos de vista diferentes. E aí nós iremos discutir, sobre quem está correto, e arrancar os olhos do outro querendo mostrar nosso ponto de vista.

Mas o que nós esquecemos é que nossa forma de ver o mundo é somente um monte de comportamento, e a forma dos outros ver o mundo é só um monte de comportamento. Desde que cada um é produto de suas contingências de reforço, e num certo ponto todos os pontos de vista são 100% válidos. Afinal de contas, não há nada certo ou errado nas suas contingências de reforço, elas estão simplesmente (assumindo que as contingências de reforço te levaram a ver o mundo sob esta perspectiva).

Deixe as pessoas terem a perspectivas delas. Eu geralmente começo meus treinamentos com uma frase assertiva, que nada do que eu estou á dizer é a verdade mais difícil e rápida, mas é um modo de ver as coisas que pode ser útil em te tornar um líder melhor. Então quando entramos nas causas do comportamento, as pessoas invariavelmente trazem sua personalidade, hereditariedade, pensamentos e sentimentos como possíveis causas. E quando isso aparece eu digo: “Claro, isso é válido”. Existem muitas pesquisas interessantes explorando estes aspectos. Mas como líder, você não tem controle sobre a personalidade, ou ambiente dos seus liderados. Na minha experiência, quando eu valido a perspectiva do outro, e eu ilustro para eles porque nós tomamos determinada perspectiva, eles estão bem propensos a embarcar comigo e brincar com os conceitos.

Veja as coisas do jeito dos outros – Essa pode ser a mais difícil de todas. Se você está numa reunião para discutir o plano de ensino individualizado de uma criança ou adolescente, o que é muito fácil de esquecer é que todos os que estão lá querem o mesmo: O que é melhor para o seu aluno/paciente.Vocês podem discordar sobre o que é melhor para ele, e quando vocês discordarem, pode começar a parecer que a pessoa que está sentada na sua frente não está muito interessada no que é melhor para o seu aluno/paciente. Afinal de contas, a sua abordagem é a melhor!Você tem anos de treinamento, muitos dados, e um monte de gente muito inteligente te dizendo que você é o melhor!Voltando ao ponto anterior, contingências de reforçamento, te dizem que você está correto. Somente um monstro discordaria de você!

Mas não. Lembre-se, a pessoa discordando de você não é um monstro. Elas são pessoas operando do único jeito que a sua história permite fazer. Se você abrir mão da sua opinião de formas certas e erradas de acessar o reforçador, o que você irá descobrir é que vocês dois estão atrás do mesmo reforçador – o que é melhor para o seu aluno/paciente. Se você começar com a ideia, de que eles estão de fato trabalhando para o que é melhor para os interesses do seu aluno/paciente, e se manter lembrando disso, isso deverá te munir de argumentos para que  você possa se comunicar de maneira mais efetiva. Além do mais, deixar eles saberem que você consegue ver o quanto eles estão se comprometendo para fazer o melhor. Ter ciência e apreciar o compromisso deles irá permitir a eles ter uma liberdade para também ver as coisas sob outra perspectiva.

O meu exemplo pessoal favorito sobre isso aconteceu enquanto eu estava buscando votos em Nevada durante a eleição de 2008. E no período de eleições você tem anúncios para todos os lados, na rua, no telefone, no e-mail, pessoas batendo na sua porta. É exaustivo, e realmente é algo que acaba testando a paciência das pessoas. E era com isso que eu estava lidando quando eu estava andando por um complexo de apartamentos, e encontrei com três mulheres e uma imediatamente já olhou pra mim e disse: “NÃO!VÁ EMBORA!VOCÊS JÁ VIERAM AQUI TRÊS VEZES HOJE, NÓS JÁ ESTAMOS CANSADOS DE VOCÊS, SAIAM DAQUI”. E eu fui embora.

Enquanto eu ia embora, eu olhei para 12 nomes na minha lista de pessoas que moravam neste complexo e pensei o que eu iria dizer ao gerente da campanha ao qual eu dei minha palavra que eu bateria na porta da casa das pessoas pedindo votos. Eu respirei fundo, e voltei para o complexo. Enquanto eu voltava, a mesma mulher veio na minha direção e eu disse: “Olha eu sei que isso é chato, e que você está se sentindo bombardeada e eu realmente aprecio que você está tomando conta de todos aqui”, e eu disse que eu iria bater na porta das pessoas e conversar com elas.

Assim o seu comportamento mudou imediatamente. Os seus ombros relaxaram e ela disse: “Certo, quem está na sua lista?” Enquanto eu falava os nomes, ela foi me dizendo quem estava em casa, quem não estava, e na porta de quem eu não deveria bater naquela hora. E quando eu cheguei no nome dela, ela respondeu as minhas perguntas e me agradeceu. Ela acabou me economizando muito tempo, e nesse momento eu percebi que nós dois estávamos lutando pelos mesmos interesses: os interesses das pessoas que moravam naquele complexo.

Não perca de vista o que é importante – Nada disso quer dizer que você deve parar de ser um analista do comportamento. Apesar de eu pensar que não é preciso confundir as pessoas com termos como “reforço positivo ou negativo”, “comestíveis e tangíveis”, e a “função do comportamento”, existem coisas que se você deixar pra lá, serão muito mais positivas para a ciência do comportamento – coisas como confiar nos dados, basear as decisões nos dados, nosso compromissos com a eficácia do tratamento, e falar sobre comportamentos socialmente significativos (desculpe, se eu deixei o seu favorito de lado).

E acho (e espero que o tempo mostre) que se nós como analistas do comportamento ficarmos menos preocupados com as pessoas falarem como nós e pensarem como nós, e mais preocupados em que eles adotem nossas práticas, nós ainda assim teremos êxito em construir um mundo de funcione de verdade.”

Bom este texto acima eu realmente adorei, e acredito que por mais que muitas vezes seja difícil colocar em prática tudo que ele sugeriu, é um objetivo para que nós da análise do comportamento, possamos colocar em prática no nosso dia á dia. E eu com meus vários post sobre Análise do Comportamento realmente só desejo que os princípios e procedimentos da Análise do Comportamento possa melhorar sua prática.

E se você ainda não sabe nós estamos com o nosso Treinamento ABA é para mim??? Bom essa é a sua chance de aprender um pouco mais, e tirar suas próprias conclusões. Mas corre porque é só até 11/09 (Segunda Feira) as inscrições, ás 23:59. É só você acessar o site:Saiba Mais Aqui.

Abraços,

Beijos,

Até a próxima semana.

Michelli Freitas

Mestranda Análise do Comportamento – UNB